Quais cargos você destacaria na sua passagem pelo MEJ?
Rodrigo: Eu fui Presidente da ADM-UFBA em 2003; Presidente Conselho da ADM-UFBA em 2004; Fundador NEJ UFBA em 2003; Presidente Conselho UNIJr-BA em 2003-2004; e fundador e Presidente do Conselho Brasil Junior 2003-2004.
Daniel: Fui Presidente da EJEP consultoria; e conselheiro da FEJESC.
Eduardo: Ter passado por todo o plano de carreira foi muito importante, de trainee a conselheiro. Contudo o cargo de diretor de projetos me trouxe muita responsabilidade e dedicação, o que me ajudou no crescimento pessoal e profissional.
Bruno: Passei por todo o organograma do núcleo de Projetos. Fui trainee, gestor, diretor e membro do conselho do CITi, mas acredito que na diretoria é quando você aprende muito mais. É quando você tem uma visão macro da empresa e desenvolve atividades de gestão e estratégia.
O que você aprendeu no MEJ que te preparou para este desafio?
Rodrigo: O MEJ foi, sem sombra de dúvidas, a minha principal escola. Destaco principalmente o desenvolvimento de liderança e o aprendizado de técnicas de gestão. A vocação empreendedora, que já existia em mim, foi reforçada e potencializada através da experiência no MEJ.
Daniel: Aprendi muita coisa no MEJ, mas o que realmente diferencia os empresários juniores são as habilidades comportamentais que são desenvolvidas nas EJs. Principalmente para ser um empreendedor, em que são fundamentais características como liderança, atitude, visão sistêmica e estratégica.
Eduardo: Destacaria as lições crucias do empreendedorismo como inovação, liderança, pioneirismo, superação, planejamento.
Bruno: O ensino que o MEJ me proporcionou foi de fundamental importância. Muitos erros que eu poderia cometer hoje no meu próprio negócio e pôr-lo em risco, eu não cometo pelo aprendizado que eu tive no CITi. Coisas que você só desenvolve e aperfeiçoa na prática como o trabalho em equipe, o gerenciamento do tempo e a pró-atividade hoje me dão segurança para tocar minha empresa. É muito importante ter uma experiência deste tipo ainda na graduação e poder se desenvolver com possibilidades de erros e aprendizados constantes. Na verdade, se eu não tivesse a felicidade de ter participado do MEJ não estaria dando este depoimento por dois motivos: o primeiro, e óbvio, é que está é uma matéria para o MEJ e, segundo, muito provavelmente não seria empreendedor hoje.
Qual empresa você abriu?
Rodrigo: Sou sócio-diretor de uma franquia da Creperia Mariposa há exatos dois anos. Fica localizada no Shop. Boulevard 161, bairro Itaigara, Salvador-Bahia.
Dois ex-diretores administrativo-financeiros da ADM-UFBA são meus sócios. Além disso, já tive dois ex-juniores como estagiários, além de outros vários como parceiros/fornecedores. Nós (pós-juniores) formamos um clube diferenciado e precisamos estar sempre interagindo e gerando negócios.
Daniel: Em abril deste ano fundei uma empresa chamada Crowd Brasil TI, cujo negócio principal é trabalhar com iniciativas e modelos de negócio baseados na colaboração via web 2.0. Nosso principal produto, que será lançado em setembro, é o BePart - Portal de Financiamento Colaborativo (bepart.com.br), um novo conceito de financiamento de projetos criativos e empreendedores que estamos trazendo dos EUA.
Eduardo: Fundei a Esferaquatro Consultoria e Projetos em 2006. Atualmente 80% do meu quadro são pós-juniores. Na história da empresa já passaram mais de 50 ex-membros e atualmente 10 permanecem conosco. Também fundei a Esferatech Soluções em TI em 2009.
Bruno: Eu fundei a empresa Mobiclub em novembro de 2010. Três dos quatro co-fundadores são pós-juniores.
O que você diria para os empresários juniores que estão no MEJ hoje em dia e tem o sonho de empreender?
Rodrigo: O empresário júnior se diferencia por estar empreendendo desde cedo nas universidades, aprendendo a gerir pessoas, projetos e processos, além de lidar com clientes e desenvolver produtos/serviços. Quem souber aproveitar ao máximo este período e usar este aprendizado nas experiências que virão a seguir estará muito mais preparado para o desafio de empreender no nosso país. Além disso, é muito importante a manutenção do espírito associativista e modificador, inerentes do empresário júnior.
Daniel: Parafraseando Fernando Dolabela, empreendedorismo tem mais a ver com o "ser" do que o "fazer". Não tenham medo de empreender, ser empresário júnior já é ser um empreendedor.
Eduardo: Empreender hoje no país ainda é um grande desafio, mas tem se tornado uma realidade cada vez mais comum, inerente aos países que buscam o desenvolvimento. As oportunidades são as maiores possíveis, por isso acreditem, lutem, caiam e levantem. A recompensa de realizar aquilo que se acredita e é seu é incomensurável. Os resultados são magníficos.
Bruno: Gostaria de dizer que eles estão no caminho certo! Para quem quer empreender, o MEJ é o caminho perfeito. Minha dica é: se entreguem de coração e alma, trabalhem duro, aprendam com os erros. Eu sempre encarei o MEJ como uma escola e eu fazia uma atividade que agregou muito ao meu aprendizado e recomendo para todos. Sempre após uma atividade interna ou após algum projeto eu sentava sozinho e colocava no papel todos os pontos acertados e todos os erros cometidos, e a cada novo projeto eu trabalhava para corrigir os erros e buscava persistir nos acertos. Foi assim que fui desenvolvendo e aperfeiçoando muitas das habilidades profissionais que tenho hoje.